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O ano de 2020 foi um ano atípico, que pegou todos de surpresa. Em março, as escolas tiveram que dizer aos pais que as aulas a partir daquele momento seriam ministradas de forma remota, sendo esse o meio dos professores interagir com os alunos. Não houve tempo para planejamento ou aperfeiçoamento porque o importante era colocar para funcionar.
A pandemia ainda não acabou e o ano de 2021 será igualmente desafiador para as escolas, que agora podem operar no ensino híbrido. Nesse cenário, é importante que as escolas estejam atentas à retenção das famílias que já são parceiras.
O contexto da pandemia criou uma crise econômica, além da sanitária. Por isso, é preciso que a escola trabalhe para reforçar a fidelização desses pais em um momento de incertezas. É necessário ações de comunicação efetivas para mostrar o valor que o currículo escolar do seu colégio oferece para os alunos, mesmo com as aulas ocorrendo em um ambiente virtual.
O doutor em Educação, Ismael Rocha, que também atua como diretor acadêmico do Iteduc, organização pioneira na capacitação de professores de educação básica para o ensino on-line e híbrido, deu algumas dicas do que a escola deve levar em consideração para trabalhar a fidelização das famílias que já são parceiras da escola.
Ismael Rocha acredita que esse é o momento em que a escola precisa valorizar o seu professor. Afinal, é ele que cria o elo escola-família em momentos de aulas remotas.
Os professores não estavam preparados para o ensino virtual, uma vez que foram treinados para o presencial. E muitos professores assumiram a responsabilidade sem qualquer tipo de preparo ou capacitação.
Antes da pandemia, a escola usava de sua infraestrutura para manter a fidelização das famílias. “Esses elementos traziam o aluno para dentro da escola e criavam a fidelização. Só que quando o ensino se torna remoto e híbrido, todos esses aspectos perdem importância e deixam de ser diferencial”, diz Rocha.
O que vai fidelizar as famílias, então? Justamente a presença do professor que saiba trabalhar no ambiente virtual e que tenha as técnicas necessárias. Esse aspecto reflete em uma comunidade escolar engajada, fortalecendo o vínculo entre os agentes dessa relação, possibilitando benefícios sociais, pedagógicos e acadêmicos.
Entrevistamos escolas que criaram iniciativas de sucesso para o fortalecimento da comunidade escolar. Clique aqui e confira o que elas têm feito.
A pandemia abriu a possibilidade de que os contratos de trabalho dos pais fossem revistos, com redução da renda familiar - o que pode afetar diretamente na evasão dos alunos. Para além de rever contratos e valores de mensalidades, Ismael Rocha alerta para a importância de mostrar o valor que a escola tem na vida da família.
“A renda caiu e a família começa a fazer comparações. O pai pensa: a escola A custa 10 dinheiros, mas será que o ambiente virtual consegue ser tão diferente de uma escola B que custa 5 dinheiros? E na escola pública? O que meu filho está recebendo de diferente? É algo que as famílias vão colocar na balança e vão fazer conta”, ressalta o especialista.
Nesse sentido, mais uma vez, a escola precisa mostrar seu valor e que está capacitada a proporcionar, no ensino remoto e híbrido, a mesma qualidade de aula que era oferecida no presencial.
Já para os pais que estão inadimplentes, a dica de Ismael é que a escola consiga dialogar para entender a situação da família.
“Quando a crise bate mais forte, as últimas coisas que a família abre mão são a escola e o plano de saúde. Na educação, o pai vai segurar ao máximo manter o filho numa escola melhor e ele se permite dever a mensalidade para isso. É momento da escola renegociar e estar aberta para essas situações, abrindo processos de negociação para manter o aluno na escola”, destaca.
Além disso, contar com o apoio de uma ferramenta, como o ClassApp, que facilita o pagamento e automatiza os lembretes e cobranças, têm contribuído para a diminuição da inadimplência nas escolas parceiras.
Cristina Almeida, mantenedora da escola Florescer, em Cataguases-MG, conta como o ClassPay - sistema de pagamentos do ClassApp - tem sido um aliado para diminuir o nível de inadimplência. De acordo com a gestora, a partir da sua ativação, a escola passou a oferecer a possibilidade dos responsáveis efetuarem pagamentos pelo cartão de crédito o que, diz "tem sido bastante elogiado pelos pais, diminuindo absurdamente os casos de inadimplência".
A pandemia trouxe uma oportunidade da escola aprender o novo e sair do modelo do século 19, com aulas de 50 minutos, onde os alunos são colocados em carteiras, o professor entra, faz chamada e segue com a aula. A escola precisa viver o novo em toda sua dimensão.
A comunicação com os responsáveis também não pode ficar parada no tempo, restringindo-se a bilhetes em agendas, que não atendem a necessidade atual de uma comunicação ágil e instantânea. Afinal, para evitar a evasão escolar, é essencial que a família também esteja engajada com a vida escolar do aluno
Por isso, ter uma plataforma de comunicação especializada, como o ClassApp, faz toda a diferença no engajamento das famílias e consequentemente dos alunos. Confira aqui como o ClassApp tem feito a diferença na fidelização das famílias em escolas do ensino infantil.
Mais do que nunca, é um momento de diálogo. Ter uma comunicação efetiva é essencial para manter as famílias parceiras. A escuta ativa precisa ser desenvolvida por todos nós e a escola precisa estar aberta a isso. Sendo assim, é preciso entender a leitura deles sobre esse momento.
As pesquisas de satisfação escolar são aliadas a esse processo e acabam sendo uma alternativa muito eficiente para ouvir o que as famílias têm a dizer sobre a escola e o serviço oferecido, podendo ser essenciais na hora de tomar decisões assertivas para o futuro da instituição. Quer saber como as escolas realizam suas pesquisas de satisfação? Clique aqui e confira.
Com as ferramentas, enquetes e formulários do ClassApp sua escola pode fazer pesquisas, preparar perguntas sobre a saúde, atualização de cadastro e muito mais. Eles ficam salvos para serem enviados com um único clique, permitindo com que o colégio colete informações com muito mais praticidade.
“As ferramentas virtuais são enormes e infinitas, abrindo possibilidade das pessoas falarem. O ambiente virtual permite essa interação, desde que estabelecida com uma técnica correta”, finalizou Ismael Rocha.
